Amadís de Gaula
O mais famoso romance de cavalaria da literatura portuguesa, e o que apresenta maior valor literário. Não se sabe quem o escreveu, mas segundo a maioria dos estudiosos foi seu autor o fidalgo Vasco de Lobeira, de quem não se sabe quase nada, apenas que (segundo Alexandre Herculano) teria morrido em 1403. Não há original em português, apenas tradução espanhola.
A primeira tradução espanhola conhecida do Amodís data de 1510. Em 1526 apareceu a célebre versão de Montalvo, impressa como a outra, em Sevilha. Cuida das fantásticas aventuras de Perion, filho do rei de Gaula (Gales) para merecer a mão de Oriana, princesa da Dinamarca. Segundo um cronista de princípios deste século, “tudo quanto acerca da data deste romance, da naturalidade e biografia do seu autor se disser, está sujeito a controvérsias, não passando de meras conjecturas.
Ainda assim o que está mais assente é que foi composto por um fidalgo português chamado Vasco de Lobeira. Foi escrito originalmente em português, como parece, e teria sido esse o original que o Conde da Ericeira viu no princípio do século XVIII na biblioteca do Duque de Aveiro. Mas o que conhecemos hoje do Amadís é apenas o que dele nos dá a tradução espanhola de Garcia Ordotrez de Montalvo, que apareceu nos princípios do século XVI. É duvidosa a época em que Lobeira viveu, e a sua naturalidade, ainda que Herculano diga que ele nasceu no Porto e que morreu em 1403. A única coisa que parece fora de dúvida é, que a mais célebre e a mais meritória obra de cavalaria é portuguesa, se não escrita em português, pelo menos feita por um português, apesar das razões e dos ataques dos eruditos espanhóis, porque, como diz João de Barros, como estas coisas se usam em nossas mãos, os castelhanos mudaram a linguagem e atribuíram-se a obra a si; mas não falta entre eles quem a restitua ao seu verdadeiro dono”.


Setembro 18th, 2007 em 5:57 pm
O mais famoso romance de cavalaria da literatura portuguesa, e o que apresenta maior valor literário. Não se sabe quem o escreveu, mas segundo a maioria dos estudiosos foi seu autor o fidalgo Vasco de Lobeira, de quem não se sabe quase nada, apenas que (segundo Alexandre Herculano) teria morrido em 1403. Não há original em português, apenas tradução espanhola.
A primeira tradução espanhola conhecida do Amodís data de 1510. Em 1526 apareceu a célebre versão de Montalvo, impressa como a outra, em Sevilha. Cuida das fantásticas aventuras de Perion, filho do rei de Gaula (Gales) para merecer a mão de Oriana, princesa da Dinamarca. Segundo um cronista de princípios deste século, “tudo quanto acerca da data deste romance, da naturalidade e biografia do seu autor se disser, está sujeito a controvérsias, não passando de meras conjecturas.
Ainda assim o que está mais assente é que foi composto por um fidalgo português chamado Vasco de Lobeira. Foi escrito originalmente em português, como parece, e teria sido esse o original que o Conde da Ericeira viu no princípio do século XVIII na biblioteca do Duque de Aveiro. Mas o que conhecemos hoje do Amadís é apenas o que dele nos dá a tradução espanhola de Garcia Ordotrez de Montalvo, que apareceu nos princípios do século XVI. É duvidosa a época em que Lobeira viveu, e a sua naturalidade, ainda que Herculano diga que ele nasceu no Porto e que morreu em 1403. A única coisa que parece fora de dúvida é, que a mais célebre e a mais meritória obra de cavalaria é portuguesa, se não escrita em português, pelo menos feita por um português, apesar das razões e dos ataques dos eruditos espanhóis, porque, como diz João de Barros, como estas coisas se usam em nossas mãos, os castelhanos mudaram a linguagem e atribuíram-se a obra a si; mas não falta entre eles quem a restitua ao