Cancioneiro
Nome dado às várias coleções de poesias líricas antigas, portuguesas e espanholas. A coleção mais antiga que se conhece teve por autor João Afonso Baena, que ocupava um emprego de secretário na corte de João 11 e era um judeu convertido. Contém composições de cinqüenta e cinco poetas espanhóis dos séculos XIV e XV. Um outro cancioneiro, atribuído a Lope de Stuniga, contém as obras de diversos poetas que seguiram Afonso V de Aragão, quando foi para Nápoles, ou que o acompanharam durante o seu cativeiro em Milão.
João de Fernandez é o autor de um cancioneiro general continuado por Fernando de Castilho e no qual se encontram poesias de mais de cem poetas diferentes, a principiar no Marquês de Santillana até 1511, época da publicação. O cancioneiro general contém poesias em dialeto limosino. Não são em pequeno número os cancioneiros portugueses. Citaremos o cancioneiro geral de Garcia de Rezende; o Cancioneiro de El-Rei D. Diniz; o Cancioneiro dos Nobres; o Cancioneiro Português da Vaticana; o Cancioneiro da Ajuda. Nos últimos anos têm-se feito diligências para colecionar a música dos cantos populares de Portugal. O Cancioneiro de Músicas Populares, publicado por César das Neves e Gualdino de Campos em alguns volumes é a melhor publicação deste gênero.


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