Fábula
Composição, quase sempre em versos, através da qual se narra um fato cuja verdade moral se oculta sob o véu da ficção.
“A fábula consiste em uma narração destinada a dar relevo a uma idéia abstrata, permitindo assim apresentar sob forma agradável, uma verdade, o que de outra forma seria árido ou difícil. O ensino moral, que é o fim e a ficção, que é o meio, devem entrar na fábula numa justa proporção. A fábula antiga muito mais simples que a moderna, não se desvia do seu fim moral. Os modernos afastaram-se da simplicidade e da ingenuidade que caracterizavam a fábula antiga; porém, se excetuarmos La Fontaine, conservaram, em geral, seu aspecto filosófico. La Fontaine imprimiu transformação profunda ao gênero da fábula. No prefácio de 1668, depois de ter recordado ‘a elegância e a leveza extrema’ de Fedro e de declarar modestamente que estas qualidades ‘eram superiores às suas forças’, acrescenta que julgou dever ‘alegrar’ o seu assunto e renová-lo. Marot e Regnier são os verdadeiros precursores da obra de La Fontaine. Este fabulista excedeu muitíssimo os seus predecessores e os que se lhe seguiram. Afora ele e Fénelon, a fábula foi cultivada por Perrault, Florian, Lamotte (1719), o Duque de Nirvenais (1796) etc. Na Inglaterra, foi a fábula cultivada com êxito por Gay, Johnson, Moore; na Alemanha por Lessing, Gellert, Pfeffel; na Holanda por Jacob Katz; na Espanha por Yriarte, Sarnaniego; na Itália por Pignotti; na Rússia por Bogdanovitch, Krilov. No Brasil, o gênero das fábulas foi especialmente cultivado por Joaquim José Teixeira e José Joaquim Correia de Almeida.
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Agosto 26th, 2007 em 5:40 pm
Preciso saber alguma coisa sobre fabula
Março 7th, 2008 em 9:11 am
O estudo “A Tradição da Fábula - de Esopo a La Fontaine”, de Maria Dezotti, também cita Monteiro Lobato e Millor Fernandes como autores ligados à estrutura da fábula no Brasil. Abs. e muitos parabéns pelo site. C.F.