Hamlet
Príncipe da Jutlândia, personagem semilendária que Shakespeare imortalizou. Eis a narrativa de Saxo Grammatico: “Harnlet é filho de Horwendill, rei de Jutlândia, e de Gerutha, fílha do rei da Dinamarca. Fengo manda assassinar Horwendill, seu irmão, casa com a rainha, que há muito tempo era sua amante, e apodera-se do trono. Harnlet, para não ser morto por sua vez, faz-se louco. Fengo, receando que Harnlet tenha adivinhado o crime, manda ir o príncipe à câmara de sua mãe e encarrega um espião de ouvir a conversação. O espião faz um movimento, e é morto por Harnlet que, seguro de falar sem testemunhas~ explode em exprobações terríveis contra sua mãe. Fengo manda-o então para a Inglaterra, mas o jovem príncipe frustra uma conspiração que consistia em o assassinar, e de regresso à Dinamarca, no meio de uma orgia, mata Fengo e faz-se proclamar rei.” O drama de Shakespeare, representado em 1602, foi publicado em 1603. É célebre o monólogo de Harnlet To be or not to be, bem assim aquele em que fala tendo nas mãos o crânio do bufão Yorick. A morte de Ofélia é de grande beleza plástica. Harnlet tem sido estudado exaustivamente, entre outros por Goethe, Coleridge, Elliot e Sigmund Freud, que nele enxergou uma das mais fortes manifestações do complexo de Édipo.
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