Iluminismo
Movimento intelectual do século XVIII, que apresentou ramificações literárias, sociais e políticas, sendo conhecido também como Ilustração e Século das Luzes.
Caracteriza-se pelo racionalismo, pelo repúdio a qualquer religião revelada, principalmente o cristianismo; pelo anticlericalismo; pelo exame crítico das tradições e pela fé numa ordem racional do Universo, a ser demonstrado pelo progresso da Humanidade.
As descobertas científicas de Galileu e Newton e a filosofia racionalista de Descartes prepararam o ambiente para a elaboração do iluminismo.
Com a chamada crise da consciência européia do fim do século XVII as tradições sacras são criticadas por Richard Simon; Bayle critica as tradições históricas; a filosofia inglesa deísta substitui o Deus milagroso da religião revelada pelo Deus autor das leis imutáveis da natureza. Os pontos de origem do iluminismo foram a Holanda e Inglaterra, sendo que o movimento apresentou na França o seu aspecto acabado. Neste país Voltaire divulgou a física de Newton, combateu as tradições feudais da aristocracia e a tradição religiosa da Igreja, firmando o deísmo. Voltaire elaborou a historiografia crítica anticristã, a ser desenvolvida por Gibbons e Raynal, orientando a dúvida historiográfica principalmente para a crítica da história bíblica, que era aceita irrestritamente. Nesta tarefa destacaram-se principalmente Reimarus e Lessing.
Acabaram surgindo em conseqüência o cepticismo de Hume e o materialismo de Diderot e D’Holbach, que só criam no progresso humano.
Na Enciclopédia, dirigida por Diderot, estão presentes a crítica às tradições; a exaltação das técnicas e a ideologia da burguesia, que deveria subir logo ao poder, com a Revolução Francesa, da qual o Iluminismo foi o precursor. Acreditava-se que se o mundo físico está em equilíbrio, pela criação divina, que estabelecera leis sábias e imutáveis, segundo o deísmo, ou pelas qualidades específicas da matéria, segundo os materialistas, só restava uma tarefa, que era o aperfeiçoamento da sociedade humana, que teria de ser feita pelo próprio homem.
Muitos reis e ministros aderiram aos princípios do Iluminismo, tendo atuação destacada no encaminhamento de seus países no progresso. Destes chefes de Estado, conhecidos como “déspotas esclarecidos”, os principais foram Frederico II da Prússia, Catarina II da Rússia, José 11 da Áustria Carlos III da Espanha, assessorado pelo Marquês de Aranda, seu primeiro-ministro e o Marquês de Pombal, primeiro-ministro português. Em geral, os déspotas usaram seus poderes absolutos para restringir os resíduos do feudalismo, que eram restritivos do absolutismo real; humanizaram o direito penal, graças à influencia do jurista italiano Beccaria; lutaram contra a atuação política e social da Igreja, notando-se principalmente a expulsão dos jesuítas de Portugal e da Espanha.
Um dos iluministas, Rousseau, acabou no anti-racionalismo, base do sentimentalismo que nos fins do século servirá de ponto de partida para o Romantismo. Este movimento viria a acabar com os ideais políticos, literários e filosóficos do Iluminismo, durante a época de reação que se seguiu à queda de Napoleão.
Sobrevive o Iluminismo, precariamente, com o sensualismo de Condillac, revitalizando-se com os “hegelianos de esquerda”, grupo que daria origem ao materialismo moderno.
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Agosto 12th, 2008 em 10:34 am
eu achei muito interessante esse texto pois ele me ajudou a aprimorar os meus conhecimentos
Agosto 12th, 2008 em 10:35 am
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