Lusíadas, Os
Poema épico de Camões, escrito em oitava rima (estrofes de oito versos decassílabos), divide-se em 10 cantos, num total de 1.102 estrofes e 9.916 versos.
Há traduções dos Lusíadas em quase todas as línguas.
A ação central do poema é a viagem de Vasco da Gama ao redor da África e a descoberta do caminho marítimo da Índia. Esta é a ação dos Lusíadas, mas nela se engastam célebres episódios, notáveis uns pela grandeza, como o do gigante Adamastor, outros pela doçura e melancolia, como o de Inês de Castro, outros pela graça e volúpia, como o da Ilha dos Amores.
As partes mais notáveis do poema são, no Canto I: a proposição; invocação às tágides; dedicatória a D. Sebastião; o concílio dos deuses; no Canto III: a descrição geográfica da Europa; o episódio de Egas Moniz; o de D. Maria, filha de D. Afonso IV; o célebre episódio de D. Inês de Castro, “a mísera e mesquinha, que depois de ser morta foi rainha”: no Canto IV: o episódio da Batalha de Aljubarrota, um dos mais vigorosos e animados de todo o poema; a aparição do Indo e do Ganges a D. Manuel; a fala do velho do Restelo, que amaldiçoa ” o primeiro que no mundo das ondas velas pôs em seco lenho”; no Canto V: a admirável descrição da tromba marítima, que arranca frases de entusiasmo a Humboldt; a graciosa aventura de Veloso, para quem um outeiro era “melhor de descer que de subir”; o grandioso episódio do Adamastor, em que Camões atinge o sublime; no Canto VI: o cavalheiresco episódio dos doze da Inglaterra; a notável descrição de uma tormenta; no Canto VII: a descrição da Índia; no Canto IX: o episódio da Ilha dos Amores, que oferece, como diz Humboldt, a mais graciosa de todas as paisagens; no Canto X: a descrição do mundo.
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