Parnasianismo
Movimento poético que surgiu nos fins do século XIX, caracterizado sobretudo pelo abandono das técnicas românticas. O nome deriva de Le Pamasse Contemporain, coletâneas poéticas levadas a efeito de 1866 a 1876 sob a direção de Catulle Mendés e Xavier de Ricard, em Paris, onde nasceu a nova escola.
Seus principais nomes, na França, foram Leconte de Lisle, poeta épico, erudito e filosófico, a quem se atribuiu o início do movimento; José Maria de Heredia, sonetista primoroso, cuja obra Troféus é em geral considerada a obra-prima da arte parnasiana; Sully Prudhomme, Theodore de Banville, François Coppée.
Adotando o princípio da “arte pela arte”, o autor parnasiano preocupa-se, antes de tudo, com a perfeição formal do poema, consubstanciada através do vocabulário escolhido, da métrica perfeita e do uso de rimas ricas, da “abertura de prata e o fecho de ouro” na composição do soneto. Procura ser impassível: combate o subjetivismo, buscando a expressão objetiva das coisas, através das formas poéticas. “O verso perfeito supre a poesia: as palavras suprem a idéia. Daí a preferência pelas descrições de cenas e de objetos (estátuas, taças, monumentos etc.), que seduziam pela beleza plástica e pela riqueza de sugestões cromáticas e sensoriais. Além disso, negando o triunfo da emoção, cultuaram a Razão e revalorizaram a Antiguidade Clássica (greco-romana), acentuando o caráter anti-romântico do movimento”. Segundo alguns autores, o parnasianismo é o realismo na poesia.
A escola teve seguidores em Portugal, introduzida por Teófilo Braga e animada por Gonçalves Crespo, brasileiro lá residente. Foram representantes do parnasianismo no Brasil: Teófilo Dias, Alberto de Oliveira, Raimundo Correia, Olavo Bilac, Vicente de Carvalho e outros menos “fiéis”, entre os quais Francisca Júlia, todos fascinads pelo encanto e brilho da sua poesia e descrições pitorecas. Enquanto na França foi reação contra o lirismo romântico, no Brasil visou os condoreiros e modernistas, que estancavam a evolução do lirismo brasileiro.
Ao parnasianismo se opões diretamente o simbolismo, que é sobretudo musical, sugestivo, evocatório.
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