Português
Idioma oficial de Portugal e do Brasil, também falado nas regiões que compreendiam ou compreendem as províncias portuguesas ultramarinas.
“A língua portuguesa começa a aparecer escrita no século XII. Pertence ao grupo orgânico ou de flexão, filia-se genealogicamente às línguas indo-européias, e procede diretamente do latim, como as línguas neolatinas ou românicas, suas congêneres. Mas já a partir do século IX o português transparecia nos documentos do latim bárbaro. Contudo é nos reinados de D. Afonso III, D. Dinis e D. Afonso IV que a língua portuguesa se apresenta com formas verdadeiramente literárias, embora confundida com o dialeto galiciano, segundo a opinião de Viterbo.
No reinado de D. Dinis a língua, graças principalmente à cultura provençal, faz tais progressos e adquire tal elasticidade que os filólogos tentam explicar esse desenvolvimento, não pelo movimento das relações sociais pela extraordinária vitalidade poética do tempo, etc. mas pela ignorância do latim e pelo alvedrio, do rei, que à semelhança de Alfonso X da Espanha, desterra do foro a língua latina.
Nesse período a língua portuguesa oferece duas fases, uma anterior e outra posterior a D. Dinis. A primeira é a do português galiciano dos cancioneiros, ajustado às exigências métricas e repleto de galicismos, acusando a influência francesa; a segunda é caracterizada pela tendência separatista que a desvia das origens galiciano-francesas e a aproxima do latim, em virtude das muitas traduções que do latim se fazem para a língua nacional. Esta tendência acentua-se de forma a que no século XVI a língua adquire definitivamente a fixidez atual. A ação dos gramáticos e dos clássicos produz uma linguagem típica e bem definida, que ficou sendo o modelo da língua culta” (História da Literatura Portuguesa, de J. Simões Dias).
Referindo-se à formação da língua portuguesa assim se expressa Eduardo Carlos Pereira em sua Gramática Histórica: “O léxico primitivo latino, ampliado pelos processos vernáculos de derivação e composição, alargou-se ainda com os subsídios fornecidos por línguas estrangeiras, como os quais veio o português em contato, no decurso de sua história. Como um rio, humilde em seu início, se vai engrossando em longo trajeto, com o tributo hidrográfico de ampla bacia; assim o nosso léxico, humílimo em seu ponto de partida, se foi opulentando, não só com o processo orgânico de sua evolução genial, mas, ainda, com os bastos subsídios do elemento estrangeiro para o nosso léxico constitui o que se chama ‘importação’ ou ‘empréstimo’ de línguas estrangeiras, que, com a formação popular e a formação erudita de palavras, nos dá a conhecer o tríplice processo que enriqueceu progressivamente o léxico primitivo, insuficiente para a expressão das idéias no progredir incessante da humanidade. O nosso léxico atual consta, pois, de três camadas distintas de palavras: as de cunho popular, erudito e estrangeiro”.
Ao estudo sistemático dos fatos de uma língua dá-se o nome de gramática. São dez as classes gramaticais portuguesas: artigo, substantivo, adjetivo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição, conjunção e interjeição.
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Novembro 9th, 2007 em 4:47 pm
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Novembro 9th, 2007 em 4:48 pm
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