Absoluto
Define-se o absoluto, em filosofia, como a “realidade suprema e fundamental, independente de todas as demais”; e também: “verdade primária em que se baseiam todas as outras, que, por isso, são relativas”.
Como indica a sua etimologia (solutus ab omni re), o absoluto compreende o que é “em si e por si”, independentemente de qualquer outra consideração ou condição: é a quinta-essência da abstração, a essência e o termo da generalização. “Assim o absoluto foi considerado por uns como a idéia, como a verdade, como o princípio fundamental, de que derivam todos os outros, como o Ser por excelência, princípio e causa de tudo quando existe, ao passo que para outros, apenas representa uma pseudo-idéia (Hamilton), uma noção vazia de sentido (Renouvier). Estas divergências provêm de que não se notou que a qualidade do que é absoluto exprime e visa unicamente no nosso intelecto uma questão de relação, considerada em abstrato, isto é, considerada independentemente, não de toda a condição - como se disse erradamente, o que foi a origem de todas as divagações do filosofismo - mas independentemente de toda e qualquer outra condição que não seja a que é tomada como termo de relação”.
Em última análise, o conceito de absoluto tentaria definir um ser, espiritual ou material, constitutivo e explicativo de toda a realidade, identificado, segundo as várias correntes filosóficas com a idéia de “Deus”, da “Vontade”, do “Espírito Universal”, da “Força Vital”.


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