Fabliau
Palavra francesa designando um gênero de narrativa jocosa da Idade Média, em versos, de tom geralmente grosseiro, pondo em ridículo principalmente a figura do vilão, do marido enganado e do padre.
No gênero, estão conservadas 150 narrativas.
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Publicado por SaberMais.info em Abril 21st, 2007 na categoria Literatura | 1 Comentário »
Estilo
Estilo é a maneira de escrever característica de um autor. Diz Augusto Magne: “Os ‘dotes ou qualidades externas’ do estilo são sete: correção, pureza, propriedade, precisão, clareza, dignidade, conveniência. Para ser perfeito, deve o estilo ser correto, castiço, adequado à idéia e ao sentimento, exato, claro, digno ou nobre, apropriado ao assunto e às circunstâncias.”
“Estilo é o modo peculiar de dar cada escritor expressão a seus pensamentos. De fato o estilo traz o cunho particular do escritor, é sua feição individual.” (Eduardo Carlos Pereira.)
“Estilo é a fisionomia distinta da obra, do autor, do assunto, do país, do século. l! o que
‘há de menos material na arte de escrever”(Camilo Castelo Branco).
“Estilo é o sentimento de cada escritor, a maneira própria de exprimir a sua intenção, com um cunho forte de individualidade. Estilo é ‘alma’, forma é ‘corpo’.” (Coelho Neto.)
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Esopo
Fabulista grego do século VI a.C. Era escravo, tendo conseguido a alforria, dirigiu-se ao Egito, Mesopotâmia e Oriente. Foi condenado à morte, por precipitação do alto da rocha Hiampéia, pelos délficos, devido à consulta que fez ao oráculo de Delfos em nome do rei Creso.
Suas fábulas foram reunidas no século IV a.C. por Demétrio de Falero, embora as que na atualidade são conhecidas como fábulas de Esopo tenham sido compiladas em prosa pelo greco-bizantino Planúdio, no século XIV. Eram designadas pelo nome de Fábulas Esópicas todos os apólogos cuja proveniência exata se ignorava. Eram, em geral, pequenas narrações familiares, de caráter alegórico e moral, em que os animais representavam o principal papel, como O Lobo e o Cordeiro, A Raposa e as Uvas e tantas outras que lhe são atribuídas.
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Escrita
A escrita surgiu da necessidade de transmitir à distância a mensagem verbal e conservá-la. Os primeiros sistemas foram os pictogramas, ou desenhos em que correspondiam imagem e objeto. O homem começou por desenhar, de maneira mais ou menos grosseira, os próprios objetos que lembrariam os fatos que ele desejava consignar de modo perdurável. A isto se chamou a pictografia, usada sobretudo pelos índios da América do Norte. Daí, foi-se levado a figurar idéias abstratas pelos objetos que tivessem maior analogia com a idéia a representar: é o sombolismo ou ideografismo. No Velho Mundo encontram-se quatro grandes sistemas de escrita ideográfica bem determinados: o chinês, a escrita cuneifonne, os hieróglifos egípcios e os hieróglifos hititas. As escritas ideográficas conhecidas são combinações entre pictogramas e fonogramas (representação de certos sons ou grupos de sons), tal como ocorreu com a escrita egípcia antiga. Registrou-se uma evolução quando os pictogramas evoluíram para sinais silábicos, que podiam exprimir independentemente do sentido vocábulo, que passa a ter combinações do grupo fônico. Esta escrita pode ser substituída por uma alfabética, tal como sucedeu com a grega. A escrita alfabética proporcionou aos idiomas uma grande autonomia e desenvolvimento.
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Epopéia
Poema sobre assunto heróico. A epopéia é uma das grandes formas de poesia. É a “narração moral e poética de uma ação heróica ou narração de aventuras heróicas, interessante e verossímil, servida por ficções maravilhosas e por um estilo elevado”.
A epopéia é uma “narrativa” e por isso se distingue da poesia lírica, que é, sobretudo, um “canto”, assim como do drama, que tem por essência a “ação”. Também não se confunde com a história, que tem por objeto o “verdadeiro”, enquanto que a epopéia se contenta com a “ficção verossímil”. Leia o resto deste artigo »
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Ensaio
A história do ensaio como gênero literário, começa cerca dos fins do século XVI. Foi o francês Montaigne (1533-1592) o iniciador desta forma de literatura. O seu processo era o da conversão e com a correspondente falta de unidade, é esta a característica de todos os verdadeiros descendentes literários de Montaigne. Outro nome proeminente na história do ensaio é Bacon. Caracteristicamente inglês, assim como Montaigne é caracteristicamente francês. Bacon põe mais solidez nos seus ensaios; ataca mais de perto o seu tema e mais diretamente põe em foco a luz do seu saber. Sob este ponto de vista, Bacon é, mais do que Montaigne, o precursor do ensaio como o temos hoje em dia, quer dizer, essencialmente o expositor de um dado campo de pensamento.
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Eneida
Poema épico da literatura latina, escrito por Virgílio. É dividido em 24 livros e em 12 contos, no qual se expõem as aventuras de Enéias, herói troiano, que após a destruição de Tróia se
estabeleceu no Lácio, destacou-se em guerras e fez alianças com os italiotas. Epopéia patriótica que dá origem divina ao povo romano e faz descender do herói troiano as famílias patrícias de Roma, notadamente a família juliana. As partes mais interessantes do poema são as que descrevem sentimentos ternos, como no episódio de Dido. Ao morrer Virgílio o poema ficaram incompleto e assim foi publicado por seus amigos Vario e Tuca. Uma das grandes obras da literatura universal. Escrito na segunda metade do século I a.C.
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Dom Quixote
Romance de Miguel de Cervantes Savedra, cujo título integral é El Ingenioso Hidalgo Don Quijote
de la Mancha (O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote da Mancha), publicado entre 1604 e 1615. Trata-se, em princípio, de uma sátira aos romances de cavalaria, então muito em voga. Um velho fidalgo, confinado em seu castelo, passa o tempo a ler esses romances e perde o juízo. Julga-se, ele próprio, um andante, destinado a libertar princesas tiranizadas, castigar algozes e bárbaros e encher toda a Terra com o clamor dos seus Jeitos. Cobrindo-se com um antigo capacete enferrujado e vestido com uma armadura que jazia esquecida em seu celeiro, abandona o solar e vai à procura de aventuras, montado num cavalo magro, o célebre Rocinante. Faz-se armar cavaleiro pelo dono de uma pequena estalagem, a quem confere prerrogativas principescas, passa toda uma noite em oração e elege uma camponesa, por ele transformada em Dulcinéia Del Toboso, como objeto de sua devoção e ideal cavalheiresco. Adotando para si mesmo o nome pomposo de Dom Quixote, Fidalgo da Mancha, posteriormente se faz acompanhar de um pobre lavrador, a que dá o nome de Sancho Panza e nomeia seu escudeiro, prometendo-lhe, como prêmio da sua fidelidade e coragem, nada menos que toda uma ilha: a Barataria. Dom Quixote, que arremete contra moinhos de vento como se fossem dragões servindo de guarda a belas e inocentes princesas e Sancho, que procura trazê-lo à realidade e lhe diz que os vultos que se movem não são dragões, porém moinhos de vento mesmo, simbolizam o ideal e a realidade, ou, no dizer de Afrânio Coutinho, “o primeiro (Dom Quixote) o lado espiritual, sublime sob certos aspectos e nobre, da natureza humana; e o segundo (Sancho), o lado materialista, rude, animal”, ou, ainda, “o realismo renascentista e picaresco”. O estilo picaresco em que é composta a obra, isto é, burlesco, cômico, ridículo, com personagens ardilosas, velhacas, libertinas, torna o Dom Quixote um dos livros mais divertidos de todos os tempos e simultaneamente um dos mais profundos, de maior universalidade, pois que representa, em última análise, a “dualidade do ser humano, voltado para o céu e preso à terra”, segundo expressão do mesmo crítico. “Quanto ao estilo de Cervantes, diz Sismondi, é de uma beleza inimitável; nenhuma tradução se lhe aproxima sequer. Tem a nobreza, a candura dos antigos romances de cavalaria e, ao mesmo tempo, uma vivacidade de colorido, uma precisão de expressões, uma harmonia de períodos que nenhum outro escritor espanhol jamais conseguiu igualar.”
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Divina Comédia
Obra-prima de Dante Alighieri (Veja Dante Alighieiri) e um dos pontos culminantes da literatura universal. Sua primeira edição data de 1472. “Trata-se de uma trilogia, em três atos: o Inferno, o Purgatório e o Paraíso.
Cada uma dessas três partes, chamadas Cânticos pelo poeta, subdivide-se em três pequenos cantos, de cento e trinta a cento e quarenta versos, aproximadamente. O número total dos cantos é de cem.
O Inferno serve de introdução a toda a obra. Dante diz encontrar-se no meio do caminho da sua vida, à entrada de uma floresta escura. Quer avançar e três feras impedem-lhe o caminho. Então aparece-lhe o espírito de Virgílio, que se propõe guiá-lo. Dante aceita e empreende com o poeta latino a sua longa viagem através do mundo dos mortos. logo começa a célebre peregrinação do florentino através dos condenados e dos suplícios. É a parte mais pavorosa e conhecida do poema. O Purgatório e o Paraíso não oferecem episódios tão dramáticos; o Paraíso, sobretudo, onde, atravessando os diferentes círculos do céu, (já então guiado por Beatriz), o poeta não faz mais que conversar com Beatriz ou com os bem-aventurados ou ilustres pensadores que encontra, como São Francisco, São Domingos, Santo Tomás de Aquino e decidir com eles diversos pontos de teologia; mas atinge sempre a mesma sublimidade de expressão. Dante fixou a língua italiana: ‘Reunindo a concepção filosófica e teológica de Santo Tomás de Aquino à língua vulgar, logrou assim fundar um idioma moderno’”.
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Cyrano de Bergerac
Singular figura da literatura francesa. Nasceu em 1619. estudou Filosofia durante algum tempo,tentou a carreira das armas, que abandonou ao receber um ferimento. Inspirou escritores famosos que lhe sucedera, tais como Molière, Voltaire e Edmond Rostand. Morreu em 1655.

