Conto
O Oriente é a origem dos contos cheios de aventuras extraordinárias, popularizados na Idade Média por diversas coleções, obras nas quais se reúnem ingenuamente a historia e a fábula e que deram origem às trovas, contos vivos, alegres, leves, de que os escritores de todas as nações se têm sucessivamente servido durante vários séculos. Na França, os narradores sucedem-se sem interrupção.
Após as trovas dos séculos XII ao XV, vêm as “Cem Novas Novelas”, escritas pelos familiares do rei Luís XI. No século XVII aparecem os “Contos”, de Perrault e os “Contos”, de La Fontaine, seguindo-se-lhes, Voltaire, Piron, Hamilton, Marmontel. Durante a primeira metade do século XIX Leia o resto deste artigo »
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Condoreiro
Designativo do estilo elevado, hiperbólico, bem assim do autor que tem esse estilo. Escola Condoreira: escola literária hiperbólica do Recife, de que foram vultos proeminentes Castro Alves e Tobias Barreto e a que se podem referir, em Pernambuco, Vitoriano Palhares, Castro Rabelo e Plínio de lima e no Sul, Elisiário Pinto, Carlos Ferreira e Múcio Teixeira, este apenas no seu primeiro livro de versos. Essa escola, que floresceu principalmente no período de 1862-1870 e marca o último momento do romantismo no Brasil, inspirou-se particularmente no lirismo de Vítor Hugo. Os poetas que cultivavam o condoreirismo tratavam de temas sociais, . políticos, cheios de ardor patriótico (a Guerra do Paraguai, a Abolição da Escravatura etc.), em tom às vezes de oratória.
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Concretismo
Movimento literário surgido no Brasil por volta de 1958, liderado pelos poetas paulistas Décio Pignatari, Haroldo e Augusto de Campos.
Os concretistas dão por encerrado o ciclo histórico do verso unidade rítmico-formal e tomam conhecimento do espaço gráfico como agente· estrutural. Daí a idéia do “ideograma”, método de compor baseado na juStaposição direta (analógica, não lógica discursiva) de elementos. O ideograma é um apelo à comunicação não verbal, é a comunicação da própria estrutura do poema: estrutura-conteúdo. Dessa forma, o poema concreto é um objeto “em” e “por si” mesmo, não um intérprete de objetos exteriores ou sensações mais ou menos objetivas. Seu problema é de funções· relações do objeto que usa, a palavra (som, forma visual, carga semântica); propõe fatores de proximidade e semelhança, psicologia da gestalt: conjunto feito de elementos solidários, do qual cada um tira dele um sentido que não teria isoladamente, por exemplo, numa figura geométrica. É necessário, portanto, desprender, num mundo aparentemente confuso, “estruturas ou formas”.
No poema concreto predomina a forma geométrica e matemática da composição; daí o ideograma. Precursores: Mallarmé, Pound, James Joyce, Cummings, Apollinaire; Futurismo e Dadaísmo; Sousândrade, Oswa1d de Andrade, João Cabral de Melo Neto.
Outros poetas concretistas, além dos citados acima, ou que praticaram a poesia concreta: Ronaldo Azeredo, Wladimir Dias Pino, Edgard Braga, Pedro Xisto, Mário Faustino, Oliveira Bastos, José tino Grunewa1d, Reyna1do Jardim, Judity Grassman, Mário da Silva Brito, Ferreira Gullar.
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Comparação
Os retóricos distinguem duas espécies de comparações: uma oratória, outra poética. A primeira é dada como exemplo ou como razão; é concludente e faz fé. A comparação poética ilumina, embeleza, engrandece e nobilita o objeto. A comparação oratória conclui do maior para o menor, ou do menos para o maior, ou de igual para igual. Não é, em resumo, mais do que uma espécie de raciocínio, de indução. O fim da comparação poética é tornar presente à imaginação o objeto do pensamento, razão por que Longino lhe deu o nome de “imagem”.
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Commedia Dell’Arte
Expressão com que se designa, na Itália, todo gênero importante da literatura dramática, introduzido nos outros países com o nome de “comédia improvisada”, “comédia em esboço”, “comédia de improviso”.
A originalidade da commedia dell’arte consiste em que só o plano da peça é traçado em grandes linhas e cujos pormenores, diálogo, réplicas e ditos espirituosos são entregues à habilidade pessoal do ator.
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Catalão
O idioma catalão pertence à família das línguas românticas, e mais particularmente ao grupo hispânico; tem muitas afinidades com o provençal e com os diversos dialetos da língua de oco. É uma língua poética, literária, falada, não só na Catalunha, mas em Valência, nas Baleares e outras regiões; outrora era a língua falada do reino de Aragão. A literatura catalã é vasta e muito importante.
Jaime I, o verdadeiro fundador da nacionalidade catalã, fez do catalão a língua política do seu povo, escrevendo suas obras nessa língua, em vez de o fazer me provençal, que era então a língua literária da Catalunha.
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Cartas Chilenas
Poema satírico composto em 13 cartas, dirigidas pelo poeta Critilo a um outro poeta, Doroteu, seguidas de uma epístola deste ao primeiro. Segundo explica o historiador Brasil Bandecchi, “as cartas chamam-se ‘chilenas’ porque, no poema, Vila Rica aparece como sendo Santiago do Chile, governada por ‘Fanfarrão Minézio’, que é o Governador da Capitania das Minas Gerais, Luís da Cunha Meneses. Escritas em Vila Rica na segunda metade do século XVIII, constituem uma crítica acerba àquele governador e seus áulicos, daí_ o anonimato de que sempre se cercaram:
segundo vários estudiosos, ‘Critilo’ seria o poeta Tomás Antônio Gonzaga; para outros, Cláudio Manuel da Costa, ou este seria ‘Doroteu’, que teria escrito o poema em colaboração com aquele”.
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Cancioneiro
Nome dado às várias coleções de poesias líricas antigas, portuguesas e espanholas. A coleção mais antiga que se conhece teve por autor João Afonso Baena, que ocupava um emprego de secretário na corte de João 11 e era um judeu convertido. Contém composições de cinqüenta e cinco poetas espanhóis dos séculos XIV e XV. Um outro cancioneiro, atribuído a Lope de Stuniga, contém as obras de diversos poetas que seguiram Afonso V de Aragão, quando foi para Nápoles, ou que o acompanharam durante o seu cativeiro em Milão.
João de Fernandez é o autor de um cancioneiro general continuado por Fernando de Castilho e no qual se encontram poesias de mais de cem poetas diferentes, a principiar no Marquês de Santillana até 1511, época da publicação. O cancioneiro general contém poesias em dialeto limosino. Não são em pequeno número os cancioneiros portugueses. Citaremos o cancioneiro geral de Garcia de Rezende; o Cancioneiro de El-Rei D. Diniz; o Cancioneiro dos Nobres; o Cancioneiro Português da Vaticana; o Cancioneiro da Ajuda. Nos últimos anos têm-se feito diligências para colecionar a música dos cantos populares de Portugal. O Cancioneiro de Músicas Populares, publicado por César das Neves e Gualdino de Campos em alguns volumes é a melhor publicação deste gênero.
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Breno Accyoly
Contista e romancista brasileiro. Nasceu em 1921, morreu em 1966. obras: João Urso, Cogumelos, Maria Pudim, Os Cata-ventos (contos); Dunas (romance).
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Argonautas
Os argonautas eram em número de cinqüenta, entre os quais Jason, que ia por chefe, Heracles, Castor e Pólux, Orfeu, Têlamo, Peleu.
Uma geração antes da Guerra de Tróia, os argonautas partiram de Iolcos, atravessaram o Mar Egeu, tocaram em Lemnos e na Somatrácia, aventuram-se ao Estreito de Helosponto e depois à Propontida, e, pelo Bósforo da Trácia, entraram no Mar Negro.
Todas as etapas de sua viagem forma assinaladas por diferentes aventuras, que os poetas depois exaltaram.
Chegados às costas da Cólquida, no reino de Aetes, depois de muitas peripécias, Jason conseguiu apoderar-se do famoso Velocino de Ouro, auxiliado por Medeia, filha do rei, que depois fugiu com ele. O regresso dos argonautas é contado diversamente pelos escritores da antiguidade. A expedição dos argonautas originou um verdadeiro ciclo,em que se inspiraram os poetas e os artistas. A fábula da Medéia inspirou muitos autores dramáticos.

